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Cães se comunicam com os tutores através dos sinais corporais

Quando está tranquilo e alerta, o cão mantém o corpo descontraído, com a cauda em posição natural.

Os cães são incapazes de falar, mas comunicam suas sensações por meio de um sistema próprio de sinais corporais. “Emoções como indecisão, medo, agressividade, prazer, ou a disposição para brincar são exprimidas com movimentos de todo o corpo e face”, informa Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News (www.revistaecotour.news).

É preciso que o tutor seja capaz de entender os sinais corporais, prestando atenção principalmente nos movimentos do corpo, orelhas, olhos, boca, língua, rabo, pelos, na postura do cão e nos sons que ele emite. Quase todos os cães são capazes de emitir sons para expressar suas emoções. Esses sons podem ser ganidos, rosnados e latidos.

Variando o volume e o tom dos latidos, o cão consegue comunicar sua alegria ou frustração. Os latidos não são necessariamente agressivos, muitas vezes eles significam apenas que o cão deseja brincar ou está contente em ver a pessoa.

Geralmente, os rosnados só expressam agressividade quando são emitidos por animais adultos. O rosnado agressivo tem um som constante, ou que vai aumentando gradativamente, mas é sempre acompanhado de uma postura hostil, salienta Vininha F. Carvalho.

Expressões faciais:

– Lábios: podem ser bem puxados para mostrar os dentes, e isso nem sempre é sinal de agressividade. Alguns cães quando estão muito contentes, puxam os lábios até que seus incisivos fiquem a mostra. Em atividades agressivas, os lábios são puxados, ainda mais para trás, expondo os dentes caninos.

– Orelhas: os cães são capazes de virá-las em direção aos sons. Até mesmo animais de orelhas caídas conseguem colocá-las em posição de alerta.

– Olhos: são muito expressivos. Quando o cão está contente, seus olhos ficam brilhantes; alguns animais levantam as pálpebras, em atitude de interrogação.

– Olhar fixo: a agressividade medrosa pode fazer com que o cão apresente uma expressão selvagem: os olhos arregalados, a pele da face é levada para trás, expondo a parte branca dos olhos. No caso de agressividade dominadora, o cão acompanha todos os movimentos da pessoa, evitando olhá-la diretamente.

Os cães sentem o olhar fixo como um desafio. Por isso, quando uma pessoa olha fixamente para o cão, e ele não mantém o olhar, torna-se submisso. Um cão seguro de si, e de sua relação com o dono, é capaz de devolver um olhar interrogativo.

– Movimentos:

Quando está tranquilo e alerta, o cão mantém o corpo descontraído, com a cauda em posição natural. Seus movimentos são desembaraçados e a cabeça fica bem levantada, com a mandíbula das relaxadas, e, muitas vezes, parte da língua para fora.

Quando quer brincar, o cão costuma abaixar sua parte dianteira como se estivesse fazendo uma mesura. Solta gemidos, late, ou rosna, em um tom que vai se tornando cada vez mais agudo. Por vezes, levanta uma das patas e inclina-se para um dos lados, com a cabeça quase encostada no chão.

– Cauda:

A cauda é uma parte integrante do sistema de comunicação do cão. Ele a abana para mostrar prazer, para convidar ao passeio ou para brincar. Ao ser abaixado, compõe a postura agressiva do cão, e enfiada entre as pernas mostra medo ou submissão. Além de ser um instrumento de comunicação, ele têm vários outros usos. Há cães, por exemplo, que utilizam a cauda como leme durante a natação.

Muitas raças são vítimas da amputação da cauda, mas a importância dela na autoexpressão desses animais continua evidente por meio dos esforços que fazem para mexer o toco da cauda. A ausência de cauda pode trazer problemas, pois esses cães passam a ter dificuldade em mostrar submissão adequadamente, e são involuntariamente levados a brigar.

Na verdade, o objetivo inicial da amputação do rabo das raças dobermann e rottweiler visava reforçar a agressividade, evitando uma clara expressão de submissão. Mas, não há necessidade nenhuma de realizá-la, isto caracteriza um desrespeito ao animal, conclui Vininha F. Carvalho.

Fonte: terra.com.br